sexta-feira, setembro 22, 2006

Ano 2005: DE AQUA FLAVIAE PRONOSSOVALE IN BIKE

A aventura que nos propusemos fazer, este ano, a qual ligou Vila Verde da Raia (norte de Chaves) a Mira de Aire, decorreu entre 22 e 28 de Agosto 2005, com o nome DE AQUA FLAVIAE PRONOSSOVALE IN BIKE.

É destas andanças que vamos contar uma breve estória aos leitores da ONBIKE, que simpaticamente nos cedeu algum espaço editorial, para que nós pudéssemos compartilhar convosco esses sete dias de intenso pedalar.

Diário de bordo

Este ano fomos cinco bikers e respectivas montadas: Janinha (Merida Magnesium Elite), Vitinho (Kona Dawg), Mega (Giant NRS-Composite), Caixa-Pi (Giant NRS-2) e MeRui (Univega HT-580) que contaram com a eficiente equipa de logística composta por Paulinho e Erica que todos os dias pacientemente encontraram local para todos nós pernoitarmos.


Dia 22 de Agosto: Vila Verde da Raia-Vila Pouca de Aguiar

O dia começou junto da fronteira espanhola onde tirámos a fotografia de grupo da praxe para depois começarmos suavemente a pedalar na bela planície flaviense que nos acompanharia até à cidade de Chaves. Ao caminharmos para sul, o terreno começou a mudar de feição tornando-se um pouco mais íngreme até atingirmos Vidago onde efectuámos uma paragem para almoço e nos despedimos das facilidades de progressão. A partir desta bela vila termal podemos dizer que verdadeiramente a nossa aventura começou. Subimos durante duas horas sob calor intenso até Freixeida onde nos refrescámos numa nascente escondida no meio da floresta e prosseguimos o caminho passando por uma zona de pedreiras que nos conduziu a Rebordochão local onde apanhámos um trilho em direcção a Cidadelha onde nos esperava uma curta (1,5 km) mas dura subida em empedrado que nos conduziu até ao local de pernoita Vila Pouca de Aguiar.


Dia 23 de Agosto: Vila Pouca de Aguiar-Mesão Frio

O dia amanheceu duro, num ápice, despedimo-nos de Vila Pouca situada à cota de 730 metros para passado pouco mais de 1 km estarmos já à cota de 930 metros num pequeno planalto onde conduzimos as bikes até Gouvães da Serra. Desta pequena aldeia rumámos ao maravilhoso Parque Natural do Alvão, num percurso sempre ascendente até atingirmos a Barragem Cimeira.

Nesta fase do percurso infelizmente vislumbrámos de maneira privilegiada muitos focos de incêndio, tendo ainda sido possível ao grupo apagar um pequeno reacendimento numa zona de mato rasteiro junto do vértice geodésico das Caravelas que doutra forma teria ficado a consumir mato pela calada. Depois da missão cumprida subimos mais um pouco para depois descermos freneticamente até ao Monte do Velão, onde a logística nos surpreendeu com um belo almoço volante no miradouro aí situado, com vista a norte para o monte da Senhora da Graça e a sul para a Serra do Marão que mais tarde iríamos atravessar. Repostas as energias e descansados os músculos retomámos o percurso por um caminho de inclinação suave com uma vista fascinante para o vale da Campeã que nos levou ao Alto de Espinho local onde tomámos um trilho de rara beleza enquadrado por uma vegetação frondosa que tornou agradável a ascensão do Marão. Cerca de 1 km antes de atingirmos o topo da serra virámos a direita por trilho fabuloso quase sempre na mesma cota (1000 m) até Mafômedes.
Já com o sol a esconder-se, acabámos o dia com uma estonteante perda de altitude efectuada num estradão de bom piso durante cerca de 5 km que nos conduziu a Mesão Frio (280 m) onde acampámos na bem cuidada praia fluvial da vila.



Dia 24 de Agosto: Mesão Frio-São Pedro do Sul

Esta jornada iniciou-se de forma pouco habitual só possível com a ajuda dos Bombeiros Voluntários de Mesão Frio. Para facilitar o atravessamento do Douro tínhamos em mente usar os serviços da barca de passagem existente em Porto de Rei, mas após conversa com os B.V. estes dispuseram-se a ajudar-nos, proporcionando-nos assim uma viagem inesquecível: dois bombeiros, cinco bikers e respectivas bikes navegaram desde a Rede na margem norte do Douro, num zebro, até à margem sul onde em Porto Rei foi efectuado o desembarque. Feitos os agradecimentos e as despedidas retomámos o pedalar que nos levaria ao topo da Serra do Poio ou das Meadas. Foram os quilómetros mais duros de toda a aventura, em pouco mais de 8 km passamos da cota 100 para a cota 1100 por trilhos magníficos mas nem sempre cicláveis que demoraram cerca de 3 horas a vencer. Chegados ao topo, depois de uma breve paragem para retomar o fôlego e absorver a magnífica paisagem que nos rodeava (ponteada infelizmente aqui e ali por uns focos de incêndio) foi tempo de vingar o sofrimento matinal. Pedalámos vigorosamente, rodeados de ventoinhas, num estradão largo desenhado na linha de cume mas quase sempre descendente que nos conduziu a Bigorne onde recarregámos baterias. A segunda parte do dia desenrolou-se numa zona de planalto onde percorrermos trilhos magníficos tipo calçada romana (Moura Morta) num sobe e desce constante até á aldeia de Pepim. Perto deste local uma pequena avaria, milagrosamente resolvida (imaginem uma das roldanas do desviador traseiro solta, devido ao desaperto do parafuso. Após uma busca pouco confiante eis que no meio das pedras aparece o parafuso e respectiva porca!!!!!), atrasou-nos, pelo que os últimos 14 km até São Pedro do Sul transformaram-se numa asfáltica nocturna que terminou perto das 21h30m.


Dia 25 de Agosto: São Pedro do Sul-Mortágua
Dia 26 de Agosto: Mortágua-Lousã
Dia 27 de Agosto: Lousã-Freixianda
Dia 28 de Agosto: Freixianda-Mira de Aire










1 Comments:

Blogger Hugo Jorge said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

3:45 da tarde  

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